domingo, março 26, 2006

Concurso publico de arquitetura


O Instituto Telemar promoveu um Concurso Público Nacional de Arquitetura em parceria com o Instituto de Arquitetos do Brasil, em 1999, para a escolha do projeto do Museu das Telecomunicações. O objetivo era reformular o antigo Museu do Telephone, edificação construída em 1918, no bairro do Flamengo, e geminada ao edifício sede do IAB-RJ, no Rio de Janeiro. Dentre os 63 projetos de todo o Brasil, venceu a proposta da equipe formada pelos arquitetos Ana Paula Polizzo, André Lompreta, Gustavo Martins, Marco Milazzo e Thorsten Nolte.O conceito do projeto é o dialogo entre o novo e o antigo. A edificação antiga foi parcialmente demolida para receber um novo volume, nos fundos do terreno, definindo três zonas no edifício: o volume formado pelo edifício antigo, que foi mantido com suas características peculiares; o volume novo, que se diferencia do antigo por uma arquitetura contemporânea; e o vão livre, formado pelo afastamento entre os dois volumes, mantendo um diálogo harmônico entre as partes.A representação imaterial da temática da comunicação foi uma das premissas do projeto. Quando pensamos sobre o que é comunicação, instintivamente relacionamos a imagens, como fios de telefone, grandes servidores de computador, ou satélites. Mas a escolha de uma destas imagens revela, afinal, que o espaço da comunicação é bem mais abstrato. Não é um objeto, nem acontece em um determinado lugar, e sim se configura na ausência de algo físico. Pensando assim, chegamos à conclusão de que a comunicação acontece na inexistência de um espaço real.Como, então, materializar um espaço que defina comunicação? A arquitetura, sem dúvida, tem como objetivo a criação de um espaço real e acessível, que se define por seus limites físicos. Para materializar essa idéia, propõe-se a criação de limites vir- tuais, ou não-existentes, ou existentes, mas invisíveis ou desfocados, podendo transmitir a ausência de si próprio, através de sua indefinição.A orientação gráfica do projeto é baseada na sobreposição da estrutura rigidamente orto-gonal do edifício existente, e da malha criada por ângulos livres que determinam todas as novas linhas da intervenção. Para a malha do novo volume, foi escolhido um tema referente à comunicação: as ligações - forma de comunicar - entre todas as capitais dos Estados do Brasil. A subjetividade da criação da nova malha, criada para contrapor os dois tempos, foi determinante para estabelecer o desenho de toda a intervenção, sendo esta perceptível na "costura" dos dois volumes, na gráfica de seus espaços e na composição das fachadas revestidas de zinco. As fachadas laterais e de fundos do museu apresentam o edifício para o novo espaço urbano e se mostram como um elemento único, passando uma imagem para a cidade. Através de painéis modulares de zinco-titânio, com rasgos contendo iluminação, é representada uma linguagem digital, refletindo na reprodução da nova malha a tecnologia das telecomunicações

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